Domingo, às 11h | Entrada Gratuita
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Domingo, às 11h | Entrada Gratuita
Quando Il Guarany estreou no Teatro alla Scala de Milão, em 1870, Carlos Gomes realizou um feito extraordinário: um compositor brasileiro conquistava um dos maiores centros da ópera mundial. Inspirada no romance de José de Alencar, a obra levava à cena italiana uma história situada no Brasil do século XVI, entre colonizadores portugueses e povos indígenas. Era também uma experiência nova para o teatro italiano: uma ópera concebida para a Scala segundo as grandes dimensões espetaculares do grand opéra francês, com grandes massas corais, balés, cortejos, efeitos cênicos e catástrofe final convivem com a tradição italiana do canto e do melodrama. É nessa linguagem cosmopolita que Peri e Cecília adquirem a estatura dos grandes heróis românticos O Brasil imaginário do palco e da música surge pela floresta, pelo indígena e pelo confronto entre mundos, vistos através do espírito indianista e das convenções exóticas do século XIX. Mas reduzir Il Guarany ao exotismo seria ignorar aquilo que explica em grande parte seu sucesso: o gênio de Carlos Gomes. Foi um dos grandes melodistas da história da música. Ele sabe ainda movimentar grandes conjuntos e conduzir a ação até a explosão dramática. Seu triunfo em Milão não foi apenas a consagração excepcional de um brasileiro na Europa, mas o reconhecimento de um compositor perfeitamente inserido nos debates da ópera de seu tempo. Il Guarany nasce justamente desse encontro improvável e fecundo: Brasil e Europa, indianismo e grand opéra, identidade nacional e cosmopolitismo.
A ópera, em sua permanente capacidade de emocionar, surpreender e atravessar gerações, convida o público para o 7º ciclo do projeto “Se não é agudo, é grave – Encontro de gerações”, dedicado a uma das obras mais emblemáticas do repertório lírico brasileiro. No encontro de 13 de setembro (domingo), às 11h, o público mergulha no universo de Il Guarany, de Antônio Carlos Gomes, em uma edição que propõe um olhar sobre a obra a partir de seu libreto e de suas relações com a literatura, a história e a construção de uma ideia de identidade brasileira.
Mais do que revisitar um título fundamental da ópera nacional, esta edição convida a uma nova escuta da obra de Carlos Gomes, aproximando música, literatura e história e reafirmando a proposta do projeto de criar encontros entre diferentes gerações e sensibilidades.
Linguagem artística: Música
Companhia/Artista: CIA ÓPERA SP
Duração: 90 min
Classificação etária: Livre
Capacidade da sala: 143 lugares + 6 espaços de cadeirantes
Ingressos: Entrada gratuita
Retirada de ingressos na bilheteria 1 hora antes da apresentação
Paulo Esper
Ariel Magno da Costa
Joyce Martins - Ceci
Marcello Mesquita - Peri
Max Costa - Gonzalez
Andrey Mira - Don Antonio/Cacique